Quem nunca se questionou sobre o quanto é frágil e fraco diante de um Deus que nos parece tão distante, enquanto luta consigo mesmo e contra suas próprias tendências?
A última caminhada de Moisés que o levaria até a morte, foi um último ato de um homem repleto de fraquezas, que ao mesmo tempo demonstrou em diversos momentos a coragem e determinação diante do seu desafio; frágil, e ao mesmo tempo resistente ao ponto de chegar às margens do Jordão com 120 anos e uma saúde ainda invejável.
Na solidão do caminho ao alto do Monte Nebo, Moisés reviu sua vida de lutas e dificuldades, em semelhante caminho somos levados a pensar em quem somos, de onde viemos e para onde finalmente estamos indo, como um filme passando na cabeça, somos transportados a ver frames da nossa história.
A conclusão que chegamos, é a mesma que Moisés chegou: somos nada e a nossa história é apenas uma pequena cena na história da Redenção. Como um elenco de figurantes vivemos dia a dia a história que Deus nos deu para escrever, seguindo o roteiro do livre arbítrio, nos questionando se o ator principal, diretor, autor da história está olhando para nós, ou até mesmo partilhando do mesmo cenário que nós. Quando será que a nossa história irá coincidir com a dEle?
Nesse mesmo dia, ele foi levado a ver não apenas o futuro do povo que até ali guiara sobre o comando de Deus, mas viu além do monte, a história da Redenção sendo construída com detalhes até o novo Céu e a nova Terra. Moisés viu a mim e a você, viu as nossas lutas e dificuldades, e por fim como um verdadeiro guerreiro, descansou não para a morte eterna, e sim para a vida eterna.
Ao subir o Monte Nebo, Moisés deixou de ser ator coadjuvante de sua própria história, para entrar em definitivo na história de Deus. Deixou de ter uma visão limitada, para partilhar da visão do Autor da Vida.
Sem Deus, somos apenas figurantes na história; Com Ele, a história ganha vida eterna, para um elenco chamado a viver a história da Redenção.