Deus havia avisado ao Pai da fé Abraão que sua descendência incontável como as estrelas do céu e os grãos de areia iria futuramente passar 400 anos como escravos em terra estrangeira. 400 anos sendo humilhados, rejeitados, maltratados e escravos. Nesse tempo todo deviam apoiar-se na promessa de que um dia seriam livres. Muitos descansaram sem ver o libertador e a promessa parecia tardia e falha.
Já é de se imaginar que muitos perderam o foco, se acomodaram ao Egito e não mais eram capazes de enxergar uma vida melhor. Vi certa vez nas redes sociais a seguinte frase: "A jornada de Moisés e dos hebreus foi longa e complicada porque a escravidão física é muito mais fácil de resolver do que a escravidão mental." Eles não estavam prontos para o libertador, muito menos para a almejada liberdade, não mais tinham os olhos fixos na promessa.
A metodologia divina é sempre impressionante. O tempo de Deus é diferente, parece ir contra a lógica humana e por isso constantemente achamos que Deus está atrasado, quando na realidade estamos adiantados e ainda muito "verdes" para compreender e viver Seus planos perfeitos.
Imagine se Moisés liderasse o povo sem o devido amadurecimento. Ele seria o primeiro a pedir pra Deus destruir o povo impaciente, reclamão e imaturo. Todavia, mais maduro, Moisés intercedeu inúmeras vezes pelo povo teimoso.
Muitas vezes em prol de nos amadurecer, nos tornar aptos pra receber e ser uma bênção, Deus permite que passemos um tempo sendo escravos das necessidades, que passemos um tempo no deserto, sem ver solução, reclamando, teimando, sendo impacientes, todavia, assim como na natureza cada fruto possui um tempo certo pra deixar de ser verde e madurar. Assim também, Deus conhece exatamente o tempo que cada um de nós necessita para ficar maduro.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
#3: Maquetes
Sabe, caro leitor deste humilde blog, sempre curti muito maquetes. Fazer não era tão legal sempre, mas vê-las prontas era o máximo. Lembro que no último dia de aula do meu último ano do ensino fundamental, quebramos todas as nossas maquetes que apresentamos durante o ano. Foi uma chuva de isopor nas escadas do colégio.
Não, não me orgulho disso, se essa foi a sua dúvida (mas que foi engraçado, foi).
No topo do Sinai, Deus mostrou uma maquete a Moisés. Fico imaginando como deve ter sido. Sei lá quantos anos antes de Cristo nascer, e Moisés vê um tipo de maquete em holograma do Santuário Celestial. O patriarca começa a ver o projeto do próprio Autor do Universo e se surpreende com a riqueza de detalhes e o quão lindo e perfeito é. Ainda embasbacado com toda a beleza do projeto, Deus fala para Moisés: construa-o.
Tente imaginar a cara de Moisés ao ouvir isso. Um ser humano, falho, impotente, limitado, construir o Santuário do Altíssimo!
Não, não me orgulho disso, se essa foi a sua dúvida (mas que foi engraçado, foi).
No topo do Sinai, Deus mostrou uma maquete a Moisés. Fico imaginando como deve ter sido. Sei lá quantos anos antes de Cristo nascer, e Moisés vê um tipo de maquete em holograma do Santuário Celestial. O patriarca começa a ver o projeto do próprio Autor do Universo e se surpreende com a riqueza de detalhes e o quão lindo e perfeito é. Ainda embasbacado com toda a beleza do projeto, Deus fala para Moisés: construa-o.
Tente imaginar a cara de Moisés ao ouvir isso. Um ser humano, falho, impotente, limitado, construir o Santuário do Altíssimo!
Mas Moisés não recusou. Se Deus acreditou nele para tal tarefa, quem Moisés era pra discordar dEle?
Moisés e o povo, se dispuseram a ajudar no que fosse necessário na construção. O mesmo povo, tantas vezes rebelde, quando se colocou a disposição de Deus, construiu um dos lugares mais importantes e sagrados que já existiram na Terra.
Jovem, não tenha medo de fazer o que Deus pede. Por mais impossível que pareça, lembre que Deus sempre nos dá forças na nossa fraqueza.
Deus só aceitou (e aceita) ofertas voluntárias. Se coloque a disposição, seja a oferta, de corpo e alma, e deixe Deus agir.
Jovem, não tenha medo de fazer o que Deus pede. Por mais impossível que pareça, lembre que Deus sempre nos dá forças na nossa fraqueza.
Deus só aceitou (e aceita) ofertas voluntárias. Se coloque a disposição, seja a oferta, de corpo e alma, e deixe Deus agir.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
#2: A Despedida
Eu não sei quanto a você, caro leitor deste humilde blog, mas eu sou péssimo com despedidas. Não sei o que falar, tropeço nas palavras. Mas a pior parte é quando não sei o que sentir. Alegria, tristeza, conformação....Mas sem dúvidas, saudades nunca faltam.
Moisés e Arão eram os típicos 'bros'. Levitas, consagrados, amigos, parceiros, sempre apoiavam um ao outro, e como quaisquer irmãos, eram muito diferentes um do outro.
Moisés era o tipo intelectual, caladão, tímido, porém firme; enquanto Arão não tinha vergonha de falar em público, aliás, falava muito bem por sinal, porém não era tão firme quanto o irmão.
[E antes que alguém pense que ignorei o fato de Miriã ser irmã de ambos: não, eu não fiz isso. Apenas quero focar na relação dos dois, nada além disso, ok?]
Voltando.
O problema de viver aqui, é que nossas histórias tem fim. E enquanto o fim não chega, vemos o fim de outros.
Numa fatídica tarde Arão, Moisés e Eleazar, filho de Arão, subiam o Monte Hor. Talvez a trilha mais difícil da vida dos irmãos, não pela caminhada em si, mas por ser a última página da parceria deles.
Acredito eu que vários flashbacks passaram nas cabeças dos irmãos, momentos bons e ruins. Conversaram sobre aventuras, provações e vários momentos que passaram, até chegarem ali, no topo do monte.
No silêncio do topo do monte, Moisés e Arão não eram mais os mesmos irmãos que se encontraram no meio do deserto pra começar a jornada do Êxodo. Tinham sido provados no fogo do deserto, passado por todo tipo de luta que se possa imaginar. Ambos caíram, mas se levantaram com caráter fortalecido pela obediência a Deus. Suas vidas foram moldadas por Cristo nas areias do deserto. Moisés não era mais um tímido pastor de ovelhas, mas um dos maiores líderes que o mundo já viu. Arão, não mais um frouxo, sem firmeza, mas sumo-sacerdote, e o representante da mediação de Cristo por nós através do seu trabalho no santuário.
Chegou a hora da despedida. Moisés, com o coração apertado, tira as vestes sacerdotais de Arão e as veste em seu sobrinho. Ali, provavelmente, houve o último abraço dos irmãos, e assim, Arão morreu.
Como disse, não sei lidar com despedidas, mas peço a Deus para que me ajude a ter a mesma esperança que Moisés e Arão tiveram.
Apesar de não entrarem na terra prometida por causa de seus pecados, eles mantiveram firme a certeza, pelos méritos de Cristo, que se veriam novamente, renovados, pois O Redentor, meu e deles, vive, e por fim, se levantará sobre a Terra.
Moisés e Arão eram os típicos 'bros'. Levitas, consagrados, amigos, parceiros, sempre apoiavam um ao outro, e como quaisquer irmãos, eram muito diferentes um do outro.
Moisés era o tipo intelectual, caladão, tímido, porém firme; enquanto Arão não tinha vergonha de falar em público, aliás, falava muito bem por sinal, porém não era tão firme quanto o irmão.
[E antes que alguém pense que ignorei o fato de Miriã ser irmã de ambos: não, eu não fiz isso. Apenas quero focar na relação dos dois, nada além disso, ok?]
Voltando.
O problema de viver aqui, é que nossas histórias tem fim. E enquanto o fim não chega, vemos o fim de outros.
Numa fatídica tarde Arão, Moisés e Eleazar, filho de Arão, subiam o Monte Hor. Talvez a trilha mais difícil da vida dos irmãos, não pela caminhada em si, mas por ser a última página da parceria deles.
Acredito eu que vários flashbacks passaram nas cabeças dos irmãos, momentos bons e ruins. Conversaram sobre aventuras, provações e vários momentos que passaram, até chegarem ali, no topo do monte.
No silêncio do topo do monte, Moisés e Arão não eram mais os mesmos irmãos que se encontraram no meio do deserto pra começar a jornada do Êxodo. Tinham sido provados no fogo do deserto, passado por todo tipo de luta que se possa imaginar. Ambos caíram, mas se levantaram com caráter fortalecido pela obediência a Deus. Suas vidas foram moldadas por Cristo nas areias do deserto. Moisés não era mais um tímido pastor de ovelhas, mas um dos maiores líderes que o mundo já viu. Arão, não mais um frouxo, sem firmeza, mas sumo-sacerdote, e o representante da mediação de Cristo por nós através do seu trabalho no santuário.
Chegou a hora da despedida. Moisés, com o coração apertado, tira as vestes sacerdotais de Arão e as veste em seu sobrinho. Ali, provavelmente, houve o último abraço dos irmãos, e assim, Arão morreu.
Como disse, não sei lidar com despedidas, mas peço a Deus para que me ajude a ter a mesma esperança que Moisés e Arão tiveram.
Apesar de não entrarem na terra prometida por causa de seus pecados, eles mantiveram firme a certeza, pelos méritos de Cristo, que se veriam novamente, renovados, pois O Redentor, meu e deles, vive, e por fim, se levantará sobre a Terra.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
#1: Além do Monte
Quem nunca se questionou sobre o quanto é frágil e fraco diante de um Deus que nos parece tão distante, enquanto luta consigo mesmo e contra suas próprias tendências?
A última caminhada de Moisés que o levaria até a morte, foi um último ato de um homem repleto de fraquezas, que ao mesmo tempo demonstrou em diversos momentos a coragem e determinação diante do seu desafio; frágil, e ao mesmo tempo resistente ao ponto de chegar às margens do Jordão com 120 anos e uma saúde ainda invejável.
Na solidão do caminho ao alto do Monte Nebo, Moisés reviu sua vida de lutas e dificuldades, em semelhante caminho somos levados a pensar em quem somos, de onde viemos e para onde finalmente estamos indo, como um filme passando na cabeça, somos transportados a ver frames da nossa história.
A conclusão que chegamos, é a mesma que Moisés chegou: somos nada e a nossa história é apenas uma pequena cena na história da Redenção. Como um elenco de figurantes vivemos dia a dia a história que Deus nos deu para escrever, seguindo o roteiro do livre arbítrio, nos questionando se o ator principal, diretor, autor da história está olhando para nós, ou até mesmo partilhando do mesmo cenário que nós. Quando será que a nossa história irá coincidir com a dEle?
Nesse mesmo dia, ele foi levado a ver não apenas o futuro do povo que até ali guiara sobre o comando de Deus, mas viu além do monte, a história da Redenção sendo construída com detalhes até o novo Céu e a nova Terra. Moisés viu a mim e a você, viu as nossas lutas e dificuldades, e por fim como um verdadeiro guerreiro, descansou não para a morte eterna, e sim para a vida eterna.
Ao subir o Monte Nebo, Moisés deixou de ser ator coadjuvante de sua própria história, para entrar em definitivo na história de Deus. Deixou de ter uma visão limitada, para partilhar da visão do Autor da Vida.
Sem Deus, somos apenas figurantes na história; Com Ele, a história ganha vida eterna, para um elenco chamado a viver a história da Redenção.
A última caminhada de Moisés que o levaria até a morte, foi um último ato de um homem repleto de fraquezas, que ao mesmo tempo demonstrou em diversos momentos a coragem e determinação diante do seu desafio; frágil, e ao mesmo tempo resistente ao ponto de chegar às margens do Jordão com 120 anos e uma saúde ainda invejável.
Na solidão do caminho ao alto do Monte Nebo, Moisés reviu sua vida de lutas e dificuldades, em semelhante caminho somos levados a pensar em quem somos, de onde viemos e para onde finalmente estamos indo, como um filme passando na cabeça, somos transportados a ver frames da nossa história.
A conclusão que chegamos, é a mesma que Moisés chegou: somos nada e a nossa história é apenas uma pequena cena na história da Redenção. Como um elenco de figurantes vivemos dia a dia a história que Deus nos deu para escrever, seguindo o roteiro do livre arbítrio, nos questionando se o ator principal, diretor, autor da história está olhando para nós, ou até mesmo partilhando do mesmo cenário que nós. Quando será que a nossa história irá coincidir com a dEle?
Nesse mesmo dia, ele foi levado a ver não apenas o futuro do povo que até ali guiara sobre o comando de Deus, mas viu além do monte, a história da Redenção sendo construída com detalhes até o novo Céu e a nova Terra. Moisés viu a mim e a você, viu as nossas lutas e dificuldades, e por fim como um verdadeiro guerreiro, descansou não para a morte eterna, e sim para a vida eterna.
Ao subir o Monte Nebo, Moisés deixou de ser ator coadjuvante de sua própria história, para entrar em definitivo na história de Deus. Deixou de ter uma visão limitada, para partilhar da visão do Autor da Vida.
Sem Deus, somos apenas figurantes na história; Com Ele, a história ganha vida eterna, para um elenco chamado a viver a história da Redenção.
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