Moisés e Arão eram os típicos 'bros'. Levitas, consagrados, amigos, parceiros, sempre apoiavam um ao outro, e como quaisquer irmãos, eram muito diferentes um do outro.
Moisés era o tipo intelectual, caladão, tímido, porém firme; enquanto Arão não tinha vergonha de falar em público, aliás, falava muito bem por sinal, porém não era tão firme quanto o irmão.
[E antes que alguém pense que ignorei o fato de Miriã ser irmã de ambos: não, eu não fiz isso. Apenas quero focar na relação dos dois, nada além disso, ok?]
Voltando.
O problema de viver aqui, é que nossas histórias tem fim. E enquanto o fim não chega, vemos o fim de outros.
Numa fatídica tarde Arão, Moisés e Eleazar, filho de Arão, subiam o Monte Hor. Talvez a trilha mais difícil da vida dos irmãos, não pela caminhada em si, mas por ser a última página da parceria deles.
Acredito eu que vários flashbacks passaram nas cabeças dos irmãos, momentos bons e ruins. Conversaram sobre aventuras, provações e vários momentos que passaram, até chegarem ali, no topo do monte.
No silêncio do topo do monte, Moisés e Arão não eram mais os mesmos irmãos que se encontraram no meio do deserto pra começar a jornada do Êxodo. Tinham sido provados no fogo do deserto, passado por todo tipo de luta que se possa imaginar. Ambos caíram, mas se levantaram com caráter fortalecido pela obediência a Deus. Suas vidas foram moldadas por Cristo nas areias do deserto. Moisés não era mais um tímido pastor de ovelhas, mas um dos maiores líderes que o mundo já viu. Arão, não mais um frouxo, sem firmeza, mas sumo-sacerdote, e o representante da mediação de Cristo por nós através do seu trabalho no santuário.
Chegou a hora da despedida. Moisés, com o coração apertado, tira as vestes sacerdotais de Arão e as veste em seu sobrinho. Ali, provavelmente, houve o último abraço dos irmãos, e assim, Arão morreu.
Como disse, não sei lidar com despedidas, mas peço a Deus para que me ajude a ter a mesma esperança que Moisés e Arão tiveram.
Apesar de não entrarem na terra prometida por causa de seus pecados, eles mantiveram firme a certeza, pelos méritos de Cristo, que se veriam novamente, renovados, pois O Redentor, meu e deles, vive, e por fim, se levantará sobre a Terra.
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